Fim da 6x1 exige redesenho de jornada mesmo em empresas que adotam a 5x2
Com a redução da jornada, a companhia terá de rever também esse encaixe. Segundo Juliana Santos, coordenadora de RH, será necessário avaliar a distribuição dos horários, a capacidade produtiva e o tamanho das equipes. A empresa ainda não definiu como fará a adaptação nem se haverá necessidade de novas contratações.
Uma semana 6x1 e outra 4x3 pode ser alternativa
Na indústria de máquinas e equipamentos, a maior parte das fábricas também já trabalha em escala 5x2 para carga horária de 44 horas. Segundo José Velloso, presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), há soluções práticas que podem ser implementadas logo na primeira etapa da transição, quando a jornada cair para 42 horas.
A nova regra prevê uma redução da jornada máxima para 42 horas semanais a partir de dezembro deste ano, iniciando a primeira etapa de transição. Para essa fase, Velloso diz que uma alternativa é dividir as 42 horas igualmente pelos cinco dias. Outra é trabalhar mais de segunda a quinta e sair mais cedo na sexta-feira. Há ainda uma possibilidade menos intuitiva: alternar uma semana em 6x1 com outra em 4x3. Dessa forma, a distribuição das folgas e das horas seria feita considerando um período maior do que uma única semana.
Cada solução, porém, pode exigir mudanças diferentes em acordos coletivos, bancos de horas, contratos de trabalho e sistemas de ponto.
Para Luiz Cesio Caetano, presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), é justamente essa diversidade de regimes que torna a adaptação complexa. Além do 5x2 e do 6x1, há atividades que funcionam em 12x36, 24x72, regimes de revezamento e escalas específicas de operações contínuas.
Condomínios simulam novas combinações de escalas
A Lello, que administra 4.200 condomínios e tem 9.300 funcionários próprios, decidiu usar tecnologia para testar diferentes formas de reorganizar as jornadas.

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